Dr. Hamilton Cerântola: uma história gratificante

Ginecologista obstetra atende, atualmente, a terceira geração de mulheres que nasceu por suas mãos

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A inspiração e o dom da medicina foram descobertos pelo médico Hamilton Cerântola aos 13 anos de idade, com as aulas de ciências, quando estudava o corpo humano. Na época, seus pais moravam na zona rural de Tupi Paulista e, para alcançar sua realização, por meio dos estudos, residia com os tios para cursar o ginásio (denominação da época), no Colégio Salesiano, em Lins. Entre os 15 e 16 anos, cursou o primeiro científico, em regime de internato, na mesma escola.

Quando você entrega a criança no colo dos pais, a alegria e a sensação de dever cumprido exaltam a vida”, diz Hamilton Cerântola

A paixão pela medicina pulsava nas veias do, ainda, menino, que resolveu estudar no Colégio Bandeirantes, em São Paulo, para ter mais base para o curso. Logo em seguida, transferiu seus estudos para o Colégio Piratininga, quando somava o curso preparatório para vestibular, por dois anos, no Nove de Julho, com os renomados professores Drauzio Varella, Diógenes Carvalho Fraga e Tadashi Ito, futuramente fundadores da rede do Colégio Objetivo.

Hamilton Cerântola, médico ginecologista obstetra

Em 1967, o futuro do jovem já começava a se delinear. Foi um dos 60 aprovados no primeiro vestibular de medicina da Famema, em Marília, e estava entre os 53 médicos que finalizaram o curso na entidade em 1972. “Quero agradecer meus colegas de estudo, José Augusto Prado e Maria José Oishi, que me fazem ter recordações de cumplicidade, em busca de realização de vida profissional.”

Durante o primeiro ano de faculdade, o médico Hamilton Cerântola pensou em fazer especialização em otorrinolaringologia e anestesia, mas a paixão pela ginecologia obstétrica se tornou latente no final do segundo ano do curso. Segundo ele, sempre ponderava com relação à complexidade da profissão e sua escolha foi fundamentada na gratificação. “A área que atuo resolve os problemas, tem um ciclo completo de realização, tanto para os pais da criança quanto para o médico. O fruto é o nascimento de uma nova vida. Quando você entrega a criança no colo dos pais, a alegria e a sensação de dever cumprido exaltam a vida.”

A inspiração e o dom da medicina foram descobertos pelo médico Hamilton Cerântola aos 13 anos de idade, com as aulas de ciências, quando estudava o corpo humano.

Essa gratificação, palavra muito usada pelo médico, tem coparticipantes, os quais ele deseja exaltar sempre. “Os professores doutores Gustavo Gelás, Donaldo Cunha e Cleyde Moerbeck Casadei”. Com prática em obstetrícia e ginecologia por 48 anos, tem uma trajetória de horas de trabalho, sem muitas noites de sono, abdicação de ver os filhos crescerem, porém com apoio total à sua jornada de médico da esposa Lúcia Helena Alves Ottaiano Cerântola, com a qual se casou em 1974. Foi médico do antigo Inamps (hoje INSS) desde 1973, o qual já se aposentou. Também atuou como médico no primeiro posto de saúde de Ocauçu, onde fazia o trajeto em estrada de terra, rumo a uma casa de madeira improvisada para atender as mulheres locais. Nos anos de 1973 e 1974 somava, ainda, os cargos de instrutor de ensino na área de ginecologia e obstetrícia na Famema e médico titular do Fundo Rural na Santa Casa.

Os partos que começaram a ser feitos por ele no Hospital das Clínicas, e se estenderam para demais hospitais da região, chegam a 16 mil, praticamente quatro vezes da atual população de Ocauçu. Sua experiência ganhou mais vida com a abertura de sua primeira clínica em maio de 1975. “Muitas pessoas chegam

até mim e perguntam: doutor, o senhor se lembra de mim? Fui sua paciente, o senhor fez meu parto. Este é um momento que a gratificação de ajudar e dar a vida enchem meu coração”, finaliza.

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